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sábado, 9 de julho de 2011

EU INDICO.


Pessoal, este livro que estou indicando é muito bom, li parte dele quando estava escrevendo o projeto de leitura, que já até publiquei aqui. O texto não é meu eu retirei de um site que sempre visito a procura de novas leituras, lá tem várias indicações. Como gosto muito do Daniel Penac e em especial desse livro, estou indicando pra vocês. O link para o site está logo abaixo. Leiam a descrição e corra para a livraria mais próxima e compre o seu, é muito bom.
Autor: Daniel Pen­nac
Edi­tor: Edi­ções ASA
Pági­nas: 166
ISBN: 9789724112008
Tra­du­tor: Fran­cisco Paiva Boléo
Sinopse
É sobe­ja­mente conhe­cido o des­gosto com que os pais pre­o­cu­pa­dos com a for­ma­ção dos filhos cos­tu­mam regis­tar a ina­pe­tên­cia des­tes para a lei­tura. Daniel Pen­nac, roman­cista, pro­fes­sor e pai de famí­lia, des­creve neste ensaio cheio de humor, todas as per­ple­xi­da­des que usu­al­mente assal­tam os diver­sos inter­ve­ni­en­tes neste pro­cesso de con­fli­tos sur­dos, temo­res, blo­queios e tei­mo­sias.
Acima de tudo, con­forme se subli­nha no pre­sente livro, a lei­tura tem de ser um pra­zer e os lei­to­res de hoje devem usu­fruir de alguns direi­tos ina­li­e­ná­veis.
Como Um Romance é assim uma obra pro­fun­da­mente ori­gi­nal, onde, de uma forma ao mesmo tempo diver­tida e muito séria, se aborda aquela que é por­ven­tura a ques­tão cen­tral de que depen­dem o des­tino do livro e da cul­tura tal como a temos enten­dido tradicionalmente.
Opi­nião
Numa das minhas incur­sões à Feira do Livro de Lis­boa deste ano, apro­vei­tei para tra­zer este livri­nho, que me tinha des­per­tado o inte­resse não só por ter gos­tado imenso do “Mágoas da Escola”, mas tam­bém por­que se trata de um livro que fala de livros e da pai­xão pela lei­tura. A curi­o­si­dade era tanta que aca­bei por lê-​lo no dia que o com­prei :)
É um livro pequeno, que se lê depressa, mas reche­ado de con­teúdo. Nesta pequena dis­ser­ta­ção, Daniel Pen­nac fala-​nos da tarefa de incu­tir o gosto pela lei­tura nos mais jovens, tanto a nível de pais como de pro­fes­so­res. Faz várias con­si­de­ra­ções a nível das lei­tu­ras obri­ga­tó­rias na escola: em como, mais do que esco­lher obras ade­qua­das, se deve pen­sar muito bem na forma e nos objec­ti­vos com que elas são lidas. Se a ideia é incen­ti­var os jovens a ler, por­que não ten­tar fazer com que os jovens se inte­res­sem real­mente pelo que estão a ler? Claro que falar é fácil e a aná­lise da obra é fun­da­men­tal, mas pode transformar-​se num pra­zer em vez de ser uma tor­tura. Daniel Pen­nac fala-​nos de algu­mas das suas expe­ri­ên­cias, em que, após a reti­cên­cia ini­cial dos seus alu­nos face a lei­tu­ras obri­ga­tó­rias, a lei­tura do pró­prio livro em voz alta na aula (um dos exem­plos é do Per­fume, de Patrick Süs­kind), fez com que a mai­o­ria deles se inte­res­sasse de tal forma que se sen­tiam impe­li­dos a arran­jar o livro para saber como ter­mi­nava a his­tó­ria., antes de a lei­tura em aula ter­mi­nar. Decerto não é uma fór­mula mágica que fun­ci­ona com todos, nem será a única solu­ção, mas é de facto uma boa ideia.
O papel dos pais é igual­mente impor­tante: mais do que que­rer que os filhos leiam à força, devem, acima de tudo, disponibilizar-​lhes os livros para que, se a neces­si­dade sur­gir den­tro deles, os tenham ali à mão.
Para além disso, Daniel Pen­nac enu­mera e explica os seus famo­sos Direi­tos Ina­li­e­ná­veis do Lei­tor. Deixo aqui tam­bém algu­mas cita­ções que reco­lhi ao longo do livro. Gos­tei imenso!
O verbo ler não suporta o impe­ra­tivo. É uma aver­são que com­par­ti­lha com outros: o verbo «amar»… o verbo «sonhar»…
Reler não é repe­tir, é reno­var cons­tan­te­mente um infa­ti­gá­vel amor.
A lei­tura não resulta da orga­ni­za­ção do tempo social, ela é como um amor, uma maneira de ser. A ques­tão que se coloca não é saber se tenho ou não tempo para ler (tempo esse que, aliás, nin­guém me dará), mas sim se tenho ou não pra­zer em ser leitor.
Pou­cos objec­tos sus­ci­tam, como o livro, um sen­ti­mento de pro­pri­e­dade abso­luta. Quando nos caem nas mãos, tornam-​se nos­sos escra­vos — escra­vos, sim, por­que são fei­tos de maté­ria viva, mas escra­vos que nin­guém pen­sa­ria sequer liber­tar, pois são folhas mor­tas. […] Faze­mos pas­sar os livros pelas pio­res pro­va­ções. Mas é o modo como os outros o mal­tra­tam que nos magoa.

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